13 de julho de 2009

Às pessoas que gosto


Como gostaria eu de dizer às pessoas que gosto o quanto são belas e importantes. Não tão somente perante a mim e sim, perante suas próprias vidas, únicas e difíceis. Difíceis porque há a culpa e seu poder, e porque somos tão exigentes. Ah! Como somos exigentes com nossos "eus", com o nosso coração. Queremos obedecer e sermos bons o tempo todo, e sermos bons para nós mesmos, e esquecemos que então, vivemos. E que viver tendo a grande coragem de nos assumirmos em nossas fraquezas e forças, muitas vezes significa perder o controle; é uma tarefa difícil.
Somos fracos porque não aguentamos, porque sentimos e precisamos falar, precisamos acarinhar o querer e sermos humildes, inexoravelmente humildes diante dos nossos mais caros sentimentos, para aceitá-los.
E fortes... Porque temos de travar um grande enfrentamento com tudo o que teima em nos consumir: o medo, a culpa, a autodesvalorização. Queria tanto que tivessem ouvidos atentos e coração aberto as pessoas que gosto, para que compreendessem o quão são belas e importantes. O quão são grandes diante das condições que os fazem humanos. O quão palavras, olhares, sorrisos e abraços, um nome conhecido e o aconchego no outro compõem a grande aventura dessa vida. A aventura de nos reconhecermos na palavra amigo.



Escrevi esse pequeno texto tomada por uma mistura de sentimentos provindos de minhas relações em meu universo de amizades, que sempre descortina-se um pouco mais a cada vez que volto para a minha cidade. Certo que tenho amizades importantes em outros territórios, mas nessa condição de visitante, acabo por manter um ritmo mais intenso de encontros calorosos e especiais com amigos de diferentes histórias de minha vida. E, por mais que usamos as palavras para nos comunicarmos, talvez não comuniquemos os nossos sentimentos em relação uns aos outros, e talvez, nem precise. Apenas senti uma motivação boa de registrar aqui essas palavras de carinho que misturam um pouco do que gostaria de dizer a eles, misturando-se a um ou outro conteúdo de nossas conversas... Dedico aos amigos antigos, os de sempre, e àqueles que acabam por ser uma boa surpresa, não mais que de repente.

4 comentários:

Fernanda Feltes disse...

Que lindo. E engraçado que, quando tu falas em enfrentar o medo, a culpa, o desafio, eu acabo me remetendo ao que acabei de escrever no blog, sem saber que havia aqui um texto teu com o qual eu indiretamente pude relacionar o meu. Está muito bonito teu blog!
Um beijo!

P.S.: já recebeu a explicação para o texto do diretor que vcs não entenderam? Espero que, compreendido, não tenha perdido a impressão inicial.

Sheila S.S. disse...

Obrigada, Nanda!!! E sabes que depois que eu publiquei esse texto (antes eu o havia manuscrito), eu pensei... Meu Deus!!! Os pensamentos estão meio que desagregados... hehe Mas também pensei... Ah, azar!!! Era o que eu estava sentindo na hora e se eu não puder colocar no meu blog as minhas loucurinhas, onde mais, não é??? ;) Ao menos eu me entendo... hehehe Ah, e já recebi a explicação, sim! De forma alguma a impressão inicial ficou prejudicada... Abço e volta sempre!

Ana disse...

Para o relógio já é dia 21... pra mim ainda não! Longe de qualquer convenção, é muito bom "nos reconhecermos na palavra amigo".

Sim , é uma grande aventura...os sentimentos todos pairam no ar, e aqui eles TAMBÉM tomaram forma.

Abração, amiga! E Feliz Sempre!
Lindo o texto, e o antes dele!

Sheila S.S. disse...

Nós humanos realmente inventamos algo de muito precioso, essa palavra AMIZADE e tudo o que podemos nos tornar a partir dela.(Se bem q acho que não seja exclusividade nossa, não, claro que não...) :)