6 de outubro de 2009

(Manuel Alvarez)


Sepulcro

Quando esgotam-se as palavras
e põe-se mudo o sentimento
o silêncio engrandecido

apequena-se, é desalento

O que outrora estremecia
vívido ardor do querer
é um grito, latente desejo
que sem voz e a se perder

Que lugar é esse pra onde vão
os desejos/amores perdidos
Que lugar de fechadas portas
abrigam histórias, momentos já idos

Lá onde quedadas encontram-se
relíquias de um amor invisível
Agora aos meus pés jazem rijas
coisas mortas, sepultadas no indizível.

(Sheila Staudt)

2 comentários:

Wania disse...

Sheila...

Que coisa mais linda tu escreveste aqui! Tuas palavras/bailarinas dançam uma linda coreografia nesta folha de papel!

Olha, foi um prazer muito grande te conhecer hoje a tarde, acho que vamos partilhar de bons momentos juntas nesta Oficina!


Bjs e até mais!

PS: pra quem disse que não sabia escrever, hein???...rsrsrs
Desculpe a brincadeirinha...escreves muito bem!

Sheila S.S. disse...

Tenho certeza que sim, bons momentos nos esperam nas trocas criativas/afetivas que a oficina, esses e outros espaços nos proporcionarão. Obrigada pela visita. Volte sempre!